sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Oh! de Casa

Quem É?

"Ôh! de casa, ôh! de casa
É só o eco responde
Fazendo a gente pensar
Ôh! de casa, ôh! de casa
É na estrada da vida
A gente tem que pousar
(Parte da  musica "Oh! de Casa)


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Enredos & Cordões

Outros Tempos

"Engraçado, os carnavais de antigamente eram especialmente animados à tarde, quando as famílias saíam às ruas, os adultos sem fantasia, levando pela mão as crianças, vestidas de pierrô, de palhaços, de índios."(Rachel de Queiroz, Tempo de Carnaval,crônica 2001)
E aqui em Areia Branca
O evento já se constituiu como elemento propulsor da economia da cidade. Virou um acontecimento que extrapola os limites zonal salineiro do Rio Grande do Norte

Tudo começa muito antes do mês dito momesco.  Mas nas primeiras semanas que antecede os festejos sucedem-se baile da saudade, campeonato de blocos,
Miss Gay e escolha do rei e da rainha do carnaval. O destaque de todos os dias fica por conta dos arrastões que saem, as 16:00 horas da praia de Upanema em diração a Avenida da Folia, no centro da cidade.

domingo, 14 de outubro de 2012

Primeiro Clarins

Nosso Bloco


Um flagrante de um carnaval que já vai longe. De um tempo em que os bailes, quase sempre animados por "Antonio da Pastora", eram festivos e nos salões pairava no ar o cheiro gostoso da "cloretil" ou lança-perfume e serpentinas esvoaçavam altos por sobre os foliões.
Na foto meu amigo gonzaga, eu e neuminha, Nadir e Maria.
Se estou ficando
Com a cabeça branca
Não é velhice
Não, senhor,
Foi muito talco
De saudosos carnavais
Jogados em meus cabelos
Pelas mãos do meu amor...
(Cabelos Branco - Frevo-canção de Nelson Ferreiroa)

Maior Carnaval do Estado


Nosso Carnaval

Areia Branca continua mais arrojada em seu propósito de se tornar o melhor "carnaval do interior do Estado". Os investimentos e ações voltadas nesse sentido foram aplicadas - as praias e a cidade estão prontas prá receber o turista. E, neste momento é feito o convite. Vem brincar o melhor e maior carnaval do Estado.
Onde ficar: - Hotel Costa Atlântico
                       Praia de Upanema (84) 3332-4400
                  Pousada do Divaldo  9978-9152
                      Praia de Upanema
                  Pousada Morro Pintado
                       Praia de Morro Pintado (84) 9972-3670
                  Edilsus Pousada
                  Praia de Baixa Grande (84) 9971-0045
Telefones de outras pousadas e informações relativas ao carnaval você consegue na Central do Carnaval, pessoalmente, ou no telefone: 3332-4923, no horário entre 07:30 e 13:00 hs.
Na Central do Carnaval funciona ainda um setor de cadastro de imóveis, onde o visitante poderá alugar residências na cidade ou no litoral para a temporada carnavalesca. Outros serviços oferecidos pela Central são distribuição de panfleto com a programação das bandas que animarão o carnaval, bem como o fornecimento de informações sobre onde ficar (hotel e pousadas) e onde comer bem na cidade e na orla marítima.

sábado, 13 de outubro de 2012

Nem Queira Saber...


O Carnaval


No início do ano, o Carnaval também dava um banho de beleza

Dois blocos, por volta de 1930, polarizavam as preferências dos foliões areia-branquenses: “Os Democratas e os Tenentes”, o primeiro coordenado pelos Gamas e o segundo, por Bastinho, cujo banjo no centro da orquestra, quando o bloco desfilava, eletrizava seus admiradores.
Esses dois blocos, como os que existiram anteriormente, inspiram-se na Sociedades Carnavalescas do Rio de Janeiro e foram trazidos para Areia Branca por Xixico Trajano e o velho Adolfo, segundo informações de Bastinho e Manoel Medeiros.
O primeiro bloco, na verdade, foi o dos “Fenianos”. Como a taxa cobrada dos seus associados fosse considerada por uma parcela deles, muito alta, um grupo de foliões formou uma dissidência e criou uma nova agremiação carnavalesca, “Os Gratuitos”.
Segundo Medeiros e Bastinhos, “Os Democratas” e “Os Tenentes” não foram muito além de 1934, quando ocorreu em Areia Branca, o assassinato de Chico Bianor.
Atualmente, apenas um tipo de grupo em Areia Branca, ainda defende as tradições do povo É a “Bicharada”, bloco carnavalesco, com feição sincrética, envolvendo personagens das danças folclóricas, - boi, burrinha - e figuras dos velhos carnavais areia-branquenses, as Macacas, herdeiras dos antigos ursos.
Há vários grupos muito autênticos, formados por gente do povo, preservando aquele padrão de excelência musical de antigos compositores da cidade, representados hoje na figura que já vai se tornando lendária de Chico da Velha
 Do Livro "Areia Branca - A Terra da Gente", de Deífilo Gurgel
      Os Democratas, carnaval de 1924

Relendo Eneida

Todo carnaval releio A História do Carnaval Carioca, de Eneida. Coisa assim meio compulsiva. Ou, se for dizer melhor, qualquer coisa assim movida pelo inconsciente por uma associação que não sei explicar. Isso me chega logo à lembrança os antigos carnavais da minha terra ou, mais precisamente, os carnavais dos idos de 40, 50. Areia Branca então ainda ostentando a fama, na boca dos vapozeiros, de um dos melhores carnavais do Brasil.
Não, não, nunca até hoje brinquei carnaval, não porque não goste, mas porque sempre fui barrado pelo meu jeito de ser, isto é, tenho acanhamento de aparecer diante dos olhares públicos. Feito coruja, escondo-me da luz. Também não saberia dizer se sou assim de nascimento, ou se assim me fez alguma razão que me ficou, lá pelos longes da infância, camuflada nos porões do meu inconsciente. Nem me interessa saber.
Os blocos carnavalescos da minha terra, guardadas as proporções, tinham a beleza sentimental dos blocos cariocas de antigamente descritos pela escritora paraense e, lendo-a, parece-me vê-los, de corpo presente, numa saudação aos de Areia Branca, o porto marítimo desconhecido dos cariocas, como que um pedaço de sol sobre os verdes azuis do Oceano, para lembrar a imagem colorida do poeta cearense Paula Ney. De Aracati.
Nem-queira-saber, Remadores, Democrata, Salinista, Centenário, todos nomes que invocavam, com sabor de sal e cheiro de maresia, a alma carnavalesca de Areia Branca na pessoa dos seus grandes foliões, Raimundo Nepomuceno, Zé Birunga, Zé de Frederico, que os mossoroenses chamavam de Nepó, porque era José Soares Nepomuceno, outros que deixo de citar para não incorrer em omissão, mais do que pelo limitado do espaço.
As músicas; pela sua identidade com o sentimento coletivo, ficaram na memória do nosso povo, e ainda se cantam. Com saudade. Músicas de Amaro e Zé de Frederico, de João Figueredo, outros tantos compositores do celeiro poético de Areia Branca. E relendo Eneida, meus olhos a reconstituírem os carnavais da Areia Branca antiga, dou comigo cantando baixinho essas músicas que o sentimento nunca esqueceu, nem haverá de esquecer.
Prof. Jose Nicodemos, Jornal DeFato de 31/01/2007

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Um Rio Que Passou

Mangueira


No Carnaval carioca, a Mangueira venceu 17 vezes o desfile. Entre os sambas-enredos que viraram clássicos do gênero estão "Vale do São Francisco" (1948), "As Quatro Estações do Ano" (1955), "O Grande Presidente" (1956), "Casa Grande e Senzala" (1966), "O Mundo Encantado de Monteiro Lobato" (1967), e "Cem Anos de berdade, Realidade ou Ilusão" (1988).


Bem Antes...

...Antes da existência do Morro de Mangueira, havia também o carnaval elegante, com bailes de máscaras realizados geralmente em hotéis. A classe média , por sua vez, aderiu imediatamente ao desfile dos carros alegóricos das grandes sociedades, dividida em torcidas a favor da Tenentes do Diabo, da Democrática e da Fenianos, as mais importantes da época, todas fundadas entre 1860 e 1870. Os pobres divertiam-se nos cordões, a primeira solução encontrada pelos foliões para brincar em grupo. Seus integrantes saíam fantasiados (mascarados, palhaços, diabos, reis, rainhas e outros), em dois tipos de cordões, o de "velhos"(todos dançavam envergados, imitando velhos) e os cucumbis, em que predominava a batucada, na base de adufos, cuícas e reco-reco.

Carlos Cachaça

Carlos Cachaça com Mano Décio da Viola e outros amigos
Fundador da escola de samba da Mangueira que permaneceu vivo por mais tempo, Carlos Cachaça esteve em atividade até a morte, aos 97 anos. Criado nas redondezas da Mangueira, desde cedo começou a freqüentar blocos de carnaval e rodas de samba. Nos anos 20 travou amizade com Cartola, que se tornaria um de seus parceiros mais constantes. Em 1925 formou, junto com Cartola, Arturzinho, Zé Espinguela e outros bambas, o Bloco dos Arengueiros, de cujo núcleo saíram os fundadores do Grêmio Recreativo Escola de Samba Mangueira. Carlos Cachaça foi pouco interpretado pelos cantores da era do rádio. "Não Quero Mais Amar a Ninguém" (com Cartola e Zé da Zilda) é uma exceção. Foi gravado por Aracy de Almeida em 1937 e regravado por Paulinho da Viola em 1973, época em que vários dos seus sambas passam a ser "redescobertos". Seu único disco solo é de 1976 e inclui pérolas como "Quem Me Vê Sorrindo" (com Cartola) e "Juramento Falso". Foi o primeiro a inserir elementos históricos nos sambas de enredo, o que é uma norma até hoje.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Fatos e Eventos

Campeonato de blocos - As Bibas


"...A partida de ontem foi um “relax” para atletas e torcedores que vêm participando do competitivo e emocionante Campeonato de Blocos Carnavalescos de Futsal 2012 de Areia Branca, em andamento.

De acordo com estimativa da organização do evento, no mínimo umas 100 pessoas não conseguiram entrar para assistir ao jogo ontem, devido a superlotação. “A polícia orientou que era melhor não deixar entrar mais ninguém, por precaução, já que as dependências internas do ginásio estavam completamente lotadas”, explicou ao Blog o presidente da Liga Areia-branquense de Futsal, Levi Ribeiro.(Luciano Oliveira)
1º de fevereiro - O XI Campeonato de Blocos Carnavalescos de Futsal 2011 começa na próxima terça-feira, 1º de fevereiro, com 12 equipes, com os jogos acontecendo Ginásio Poliesportivo Professora Rosário Cabral, que tem capacidade para cerca de 3 mil pessoas.

12 de fevereiro -  na praia de Upanema, tem o badalado Luau Mix, evento que tem à frente a promoter da terrinha Adriana Ísis

26 de fevereiro - No Caravelas Clube acontece o VII Baile Gay, que tem entre as muitas atrações a escolha da Miss Gay 2011 

27 de fevereiro - O evento pré-carnavalesco mais esperado do ano, a escolha do Rei Momo e da Rainha do Carnaval 2011 de Areia Branca, acontecerá dia 27 de fevereiro, na praia de Upanema
 05/03/2011 - sábado          -  carnaval

06/03/2011 - domingo        -  carnaval
07/03/2011 - seg - feira     -  carnaval
08/03/2011 - terça -feira    -  carnaval


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Cordão do Bola Preta

Ano de 1933


Foto de 1933 do Cordão da Bola Preta, que reúne seus fundadores. O Cordão completou 91 anos de idade este ano. O mais antigo dos grupos carnavalescos cariocas arrasta uma multidão pelas ruas do Centro logo pela manhã do sábado de Carnaval. Animado por uma banda que toca marchinhas famosas, o bloco faz o carnaval como no Rio Antigo, com seus foliões brincando e desfilando com fantasias engraçadas. Pelo Bola Preta passaram grandes nomes da música popular, como Blecaute, Orlando Silva, João Roberto Kelly e Elizeth Cardoso. (site www.memoriaviva.com.br)

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O Cordão do Bola Preta é mais antigo bloco de carnaval do Rio de Janeiro, com 94 anos de existência. Em 2011, segundo dados da PM, tornou-se o maior bloco carnavalesco do mundo ao arrastar cerca 2,3 milhões de pessoas pelas ruas do centro da cidade. Superando assim o não menos famoso Galo da Madrugada, que desfila na cidade de Recife.
O Bola Preta sai tradicionalmente todo sábado de carnaval na Avenida Rio Branco no centro do Rio de Janeiro. O desfile começa por volta das 9h da manhã e vai até as 14h. O Bloco também sai na sexta-feira imediatamente anterior à abertura do carnaval, no mesmo local.
Suas cores são o Branco e o Preto, e o uniforme oficial é qualquer roupa branca com bolinhas pretas. Muita gente vai fantasiada e até monta alas.
O Bloco possui uma marchinha muito conhecida, a Marcha do Cordão da Bola Preta, composta por Vicente Paiva, conhecido músico brasileiro, que faleceu em 1964. É considerado o hino da agremiação e mundialmente conhecido. Os desfiles do bloco são abertos com esta marchinha e encerrados com a não menos famosa música Cidade Maravilhosa.(Wikipedia)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Bloco das Bicharadas

Bicharada das Crianças

Sempre acreditei na força jovem. No carnaval não poderia pensar diferente e a presença constante das crianças, a cada ano que se inicia, anunciando com entusiasmo a chegada das folias momescas é um reforço a minha tese. São elas que reativam e mantém acessa nossas tradições

É comum já nos meses de janeiro encontrar crianças em animados bando, formando o que eles chamam de “bloco da burrinha”. Pois das figuras mais destacadas como o urso e a ema, a burrinha é a mais querida pela meninada - Eles saem pelas ruas, quase sempre irreconhecíveis, com seus bichos presos por uma corda, e quando encontram uma porta aberta, dançam e pedem um "dinheirinho", e continuam, até que o entusiasmo e a alegria contagiam os insepultos foliões ainda em derredor.
As vestimentas, quase sempre pesadas, são confeccionadas com material aproveitável de sacos de estopa, agave e nylon, o que não constitue impecilho para aparecer no carnaval ,chova ou não - e elas ainda são aproveitadas no carnaval do ano seguinte, pois a falta de recursos é permanente e é preciso botar o bloco na rua.
Conheci alguns músicos animadores desses blocos e, entre eles posso citar o “Surica” e o “Chico da Veia”, entre tantos e  com os quais tive o prazer de vivenciar instantes agradáveis.-  “Zé Ribeiro”, um outro grande nome, ensaia (ouço o som do pandeiro de Salomé) uma melodia  que é uma louvação ao mestre Surica, parece dizer que é hora de botar a bicharada na rua:
“Cadê Surica, o que você prometeu
De vir brincar com a gente
E ainda não apareceu?”

Um Bloco Chamado Saudade



Aos poucos fui me envolvendo no rítmo e na alegria contagiante da multidão. O centro da festa, alí na Praça da Conceição, parecia que toda a cidade estava lá, parte nos blocos parte na praça e nas calçadas que as margeavam. Ora cantavam  "...rema, rema, remador..." ora se ouvia "...no tirol, no tirol...", ou ainda, "...Madureira chorou, Madureira chorou de dor...", os blocos volteando a praça, ornamentada para aquela ocasião, o tempo passando como num calidoscópio e eu atrás caminhando e cantando pelas travessas, ruas e mais praças da minha infância e da minha juventude.
Em pé: Antonio Cordeiro, Ivanilson Pereira, Gonzaga, Ferrer e Ribeiro. Acachados: Raimundo, Raimundo Braz e Kleber Barros.


Então, tudo virou espetáculo com hora marcada e compromissos pré-ajustados. O carnaval foi ficando diferente. A cidade cresceu e o carnaval que ia desde a manhã do primeiro dia, livre, solto e contagiante, ficou diferente passou a ser uma cópia dos eventos existentes nos grandes centros. Outras ruas e travessas, outras ornamentações e novas vozes se misturaram aos enredos confudindo tempo e espaço nos cordões ora remanescentes. (Antonio Cordeiro)

Corsos - Chique & Vistoso

Algumas décadas atrás, o sucesso do carnaval dependia da usina local de "força e luz" e de um cinema. É que à noite, após os delírios das tardes, ocorriam os bailes noturnos, e a luz dos salões vinha da usina que fornecia a energia eletríca. Quando ocorria pane na usina geradora de luz fazia-se uma gambiarra do cine "São Raimundo", até o clube local para que o baile continuasse. Tres incidentes, em nenhuma hipótese, poderia ocorrer: faltar óleo - fonte da energia, indisposição do eletricista e a eterna boa vontade do dono do cinema. E, o clube local, tal qual o coração da cidade, comportava todo mundo. Então o baile varava a madrugada.
 Dizia-se entre os meios sociais que era chic, por ser prática  na capital, ser de bom-tom passear pelas ruas da cidade em carro aberto. As famílias, as mais aquinhoadas com seus carros novos - geralmente um jeep se não fosse um "aerowillys", as outras menos favorecidas ficavam em casa assistindo, sentada na calçada vendo o carnaval passar. O cortejo precedia ao desfile dos blocos, começava mais cedo e invarialmente repetia-se por todos os dias de folias.
A propósito da foto, de longíquo carnaval, talvez o ano seja 1969 ou 1970 -  donde já vão mais de 35 anos de saudosas folias, devo esclarecer que as figuras ilustravam o bloco de salão "Os Invocados" que no embalo do momento também desfilavam pelas ruas da cidade. O cenário mostra o "Sara Kubstechk". ainda maternidade, com a rua por ser calçada...e mesmo assim, era parte do cortejo que percorria da Maternidade até a Praça da Conceição, circulando pelas ruas Cel. Liberalino e Travessa dos Calafates.
 Tudo ainda evolui pelos cantos e recantos de gostosos carnavais que me vem a memória. E foram tantos carnavais...(Antonio Cordeiro)